Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

O transtorno obsessivo compulsivo se define pela combinação de pensamentos obsessivos, com atos compulsivos.

Pensamentos ou imagens surgem de forma involuntária e constante, gerando grande sofrimento ao indivíduo. Como esses pensamentos não condizem com seu julgamento moral, acabam causando nojo, culpa ou desconforto. Por este motivo, ele procura formas de controlá-los ou tirá-los da cabeça, criando rituais realizados de forma repetitiva, como verificar se trancou portas e janelas, se desligou aparelhos elétricos, lavar as mãos inúmeras vezes, alinhar e contar objetos etc.

Realizar esses rituais causa uma diminuição da angústia por um momento, porém, pouco tempo depois, a pessoa passa a ser invadida outra vez pela mesma sensação e precisa fazer as verificações novamente, para aliviar-se.

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Síndrome do Pânico

A síndrome do pânico pode ser definida por episódios de “ataques” que acontecem de forma repentina, aparentemente sem fatores específicos que os desencadeiam. Pode ser difícil para o indivíduo entender por qual motivo a crise surgiu naquela situação.

Nos momentos do ataque de pânico, sintomas físicos como palpitações, sudorese, taquicardia, dificuldades para respirar e medo de morrer ou enlouquecer, aparecem. Numa tentativa de evitar esses sentimentos, o indivíduo evita lugares e situações presentes nas crises anteriores. Essa saída, porém, é infrutífera, uma vez que é muito difícil prever quando elas voltarão a acontecer.

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Insônia

A insônia se caracteriza pela dificuldade em iniciar ou em manter o sono. Por este motivo, o indivíduo acorda com a sensação de não ter conseguido descansar. É muito comum a sensação de cansaço e irritação, somadas à dificuldade para manter a concentração, que levam à um baixo rendimento em suas atividades.

A insônia pode ser explicada, também, por fatores psicológicos e costuma estar relacionada à outros transtornos, como depressão, ansiedade, drogadição etc.

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Fobia

As fobias são transtornos de ansiedade que se caracterizam por medos intensos e irracionais de animais, situações, objetos e atividades que não oferecem perigo real ou que justifiquem a intensidade do medo. Quando começa a se tornar muito intensa, o indivíduo prefere evitar quaisquer situações que possam desencadear esse temor, mas quando isso não é possível, surgem grandes manifestações de ansiedade, gerando sintomas físicos como taquicardia, sudorese e tremores.

Em geral, existe a clareza de que todo esse medo não condiz com a realidade, mas ainda assim, não é possível controlá-lo.

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Depressão

A depressão é um transtorno que pode ser causada por fatores como traumas, perdas significativas, estresse, mudanças intensas no estilo de vida etc. Se caracteriza pela falta de vontade de realizar atividades que antes geravam prazer, podendo causar dificuldades de concentração e raciocínio, alteração no apetite (perda ou aumento), diminuição do desejo sexual, apatia, tristeza, alterações no sono (insônias ou excesso), entre outros.

É comum que pessoas deprimidas relatem não ter mais energia para viver. Quando este estado se estende por um longo período de tempo e se manifesta com muita intensidade, pode ser de grande importância que se busque ajuda de um profissional especializado.

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Ansiedade

Uma pessoa muito ansiosa, em geral, demonstra preocupações constantes e excessivas com diversas áreas da vida, tais como família, trabalho, dinheiro e saúde.

Ao passar por uma crise de ansiedade, os medos exagerados de situações futuras e a sensação de não ser capaz de controlar os próprios pensamentos, na maioria das vezes muito negativos, é freqüente. Quando muito intensas, essas questões podem trazer um prejuízo no desempenho, no aprendizado, nas relações pessoais e profissionais, gerando uma piora na qualidade de vida.

A ansiedade pode se tornar patológica quando esses sintomas se tornam muito freqüentes e intensos, acarretando sofrimento e impedindo que se leve uma vida com qualidade.

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Luto

Quando falamos sobre o luto, a tendência é pensarmos automaticamente em morte, entretanto, poderíamos relacionar este termo com as perdas que sofremos no decorrer de nossa história e com a forma como reagimos à elas. Pode-se, por exemplo, passar por um luto pela perda de um emprego, do corpo jovem, de uma experiência que não voltará a acontecer, dentre outros. Quando uma pessoa vivencia o luto, observa-se de modo geral a perda de interesse pelo mundo externo, desânimo e tristeza intensa. Apesar de alguns sentimentos aparecerem de forma mais freqüente, não se pode generalizar, uma vez que cada paciente vive a situação de uma maneira. As reações manifestam-se de acordo com associações que o paciente estabelece com a morte, com o objeto amado perdido, com sua própria história e contexto atual de vida.

Apesar de doloroso, o luto pode ser “sadio”, pois é um importante processo de elaboração de uma perda. Algumas vezes, se vivencia um luto dito “patológico”, que ao invés de promover esta elaboração, se estende por um tempo excessivo, causando muito sofrimento. O luto patológico pode estar relacionado a questões que se somam à dor pela perda e ser decorrente também de uma dificuldade de organizar os sentimentos e os recursos psíquicos.

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Depressão Pós-parto

A depressão pós-parto acomete algumas mulheres após terem dado a luz a um bebê. Os sintomas podem se manifestar logo após o parto ou até um ano depois do mesmo. Acredita-se que cerca de 10% das mães sofra deste tipo de depressão, ficando muito ansiosas e tomadas por sentimentos desagradáveis, como culpa, tristeza constante, irritabilidade e falta de concentração.

O quadro de depressão pós- parto é muitas vezes confundido com o fenômeno denominado baby blues, que se caracteriza por uma alteração transitória no humor da mãe. Esta alteração desaparece de forma espontânea, em poucos dias após o parto. Já a depressão pós-parto, é mais séria.

Mulheres com história de depressão no passado, seja relacionada ou não com o parto, ou depressão durante a gravidez, estão mais sujeitas a desenvolver transtornos depressivos após o parto. Alguns fatos como uma gravidez indesejada ou não planejada, podem causar um aumento do estresse ao longo da gestação e possivelmente contribuir para o aparecimento do quadro clínico.

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Anorexia e Bulimia

A anorexia é um transtorno alimentar caracterizado por um grande temor em ganhar peso, rígida dieta alimentar, com ingestão calórica insuficiente e perturbação na imagem corporal. Os pacientes anoréxicos têm um medo exagerado de engordar e buscam de forma desenfreada a perda de peso. Este quadro é apresentado com maior freqüência em adolescentes e adultos jovens do sexo feminino. Acredita-se que fatores sócio-culturais tenham grande influência no aparecimento do transtorno.

Esses pacientes podem empregar uma ampla variedade de técnicas para estimar seu peso, incluindo pesagens excessivas, medições obsessivas de partes do corpo e uso persistente de um espelho para a verificação das áreas percebidas como "gordas”. 

Assim como aqueles com anorexia, indivíduos com bulimia também apresentam uma preocupação excessiva com o peso e a forma corporal. Eles descrevem episódios em que comem de forma descontrolada e excessiva. Por fim, acabam adotando comportamentos compensatórios, para evitar o ganho de peso, tais como vômitos, abuso de laxantes ou jejuns.

Alguns pacientes apresentam quadros em que a anorexia e a bulimia ocorrem conjuntamente 

O tratamento desses transtornos tem se mostrado eficaz quando ocorre com uma equipe multiprofissional, com psicólogos, psiquiatras e nutricionistas. Porém, é frequente que o paciente não reconheça a necessidade de tratamento e se recuse a fazê-lo.

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